Organizações da sociedade civil submetem petição para União Africana travar reconhecimento de Chapo como Presidente de Moçambique
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| Organizações da sociedade civil submetem petição para União Africana travar reconhecimento de Chapo como Presidente de Moçambique |
Organizações da sociedade civil moçambicanas, representadas pela União de Advogados Pan-Africanos, submeteram, nesta terça-feira, uma petição, exigindo que a União Africana (UA) não reconheça Daniel Chapo como Presidente de Moçambique, denunciando “fraude eleitoral” e “violação de direitos humanos”.
Em conferência de imprensa virtual, Donald Deya, director executivo da União de Advogados Pan-Africanos, confirmou que a referida petição foi submetida à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, em Banjul, na Gâmbia.
No documento, o grupo de activistas e organizações que acompanharam as eleições gerais em Moçambique arrola diversos elementos que revelam irregularidades na votação, exigindo assim que a União Africana não reconheça Chapo, proclamado como Presidente pelo Conselho Constitucional como vencedor do escrutínio.
Deya afirmou que “representamos uma rede ampla de activistas e organizações da sociedade civil, que observaram todo o processo eleitoral, desde o registo de eleitores até ao processo de votação. Eles recolheram evidências de violação da lei e dos direitos humanos neste processo”.
A sociedade civil moçambicana exige igualmente que este caso seja encaminhado para o Tribunal Africano, bem como a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos que informe os governos africanos e os órgãos da UA.
“Nós também pedimos à comissão para que responda a esta questão com urgência. Acreditamos que haverá consequências destas violações, do ponto de vista legal e político. A verdade sobre o que aconteceu em Moçambique deve ser exposta e deve haver consequências”, de acordo com Deya, para quem depois reconhece que de travar a investidura de Chapo, marcada para hoje, é reduzida.
Entretanto, uma fonte oficial revelou que os Presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, são os únicos chefes de Estado que confirmaram a sua presença na tomada de posse de Chapo.
Falando aos jornalistas, a vice-presidente da Comissão Interministerial para Grandes Eventos, Eldevina Materula, afirmou que “convidámos os chefes de Estado das comunidades de Desenvolvimento da África Austral e dos Países de Língua Portuguesa. Foram recebidas confirmações apenas de dois”.
A fonte destacou as presenças de três vice-Presidentes, nomeadamente da Tanzânia, Malawi e Quénia, bem como os primeiros-ministros de Eswathini e do Ruanda, na tomada de posse de Chapo.
Materula referiu ainda que pelo menos oito ministros de diversos países estarão presentes no evento, incluindo o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel.

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