Governo anuncia o corte do salário do 13º mês aos funcionários públicos evocando a crise pós-eleitoral
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Governo anuncia o corte do salário do 13º mês aos funcionários públicos evocando a crise pós-eleitoral
O primeiro-ministro, Adriano Maleiane, diz que a crise pós-eleitoral, com paralisações e confrontos entre a policia e manifestantes, em todas as regiões do país, obrigou à reformulação do Orçamento do Estado de 2024, incluindo o corte do 13.º mês de salários aos funcionários públicos.
Maleiane, que é também ministro de Economia Finanças, explica que “havia a vontade de pagar o 13.º mês, mas os últimos acontecimentos implicaram uma reformulação do Orçamento”.
O titular da pasta das Finanças avançou que “não temos condições, há muitas questões a resolver. Temos dívidas e horas extras. Não conseguimos ter dinheiro para pagar. Se tivéssemos, teríamos resolvido todos esses problemas, mas o importante é que conseguimos pagar o salário normal e agora estamos a trabalhar para que no mês de Janeiro também não falte o salário, mesmo com estes problemas todos que nós tivemos”.
Ele recorda que o pagamento do 13.º mês “sempre foi tido como condicionado à existência de disponibilidade” financeira.
Refira-se que o governo se comprometeu com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a pagar aos funcionários públicos um terço do 13.º mês, em 2024, e metade até 2028.

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