Funcionários públicos anunciam greve total a partir da próxima segunda-feira, exigindo o pagamento do 13.º mês
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Cinco associações de funcionários públicos apelaram, hoje em Maputo, a uma paralisação total das actividades por um tempo indeterminado, a partir desta próxima segunda-feira (20 de Janeiro), exigindo o pagamento do 13.º mês.
Em conferência de imprensa, Isac Marrengula, porta-voz das organizações reivindicativas e presidente da Associação Nacional dos professores (Anapro), anunciou que “os funcionários e agentes do Estado vêm por este meio informar que deliberam por unanimidade a paralisação das actividades, a partir de 20 de Janeiro até que se efectue o pagamento integral do 13.º salário”.
Referir que o primeiro-ministro cessante, Adriano Maleiane, informou esta semana que o governo não iria pagar o 13.º salário aos funcionários públicos, devido à crise pós-eleitoral, situação que adiada às paralisações e confrontos, desde Outubro, obrigou à reformulação do Orçamento do Estado de 2024, incluindo o corte do referido vencimento.
As cinco agremiações, a saber a Anapro, a Associação Nacional dos Enfermeiros de Moçambique (Anemo), a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários (Apsum), a Associação dos Professores Unidos (Apu) e o Sindicato Nacional da Função Pública (Sinafp) acusaram ao governo de “desinteresse” em resolver preocupações dos trabalhadores públicos, prometendo “pressão” até se encontrar a solução.
Avisaram que as paralisações das actividades deverão afectar a realização de exames especiais para estudantes da 10.ª e 12.ª classes, a ter lugar entre 20 e 24 de Janeiro.
Maregula explicou que “a maior parte dos professores estava à espera destes salários para poder se deslocar às escolas para controlar os exames e que fique claro que não pagou ainda na totalidade os vencimentos das horas extras a começar de 2022. Não havendo o pagamento de horas extras e também do 13.º também não haverá exames especiais”.
Eles também informaram que haverá uma paralisação total dos serviços de saúde, indicando que os profissionais desta área não vão garantir cuidados mínimos, até que os pagamentos sejam efectuados.
Raul Piloto, presidente da Anemo, também presente no encontro com os jornalistas, frisou que “quem deve prestar cuidados mínimos são enfermeiros e eles informaram que não se vão fazer presentes enquanto não receber o seu vencimento de 13.º”.

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