Moçambique enfreta corte de Internet após corte das autoridades. Confrontos entre polícia e manifestantes fizeram vários mortos
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| Moçambique esteve, no sábado e nas primeiras horas de hoje, privado do serviço da internet móvel, o que causou avultados prejuízos à economia e a outros sectores da vida no pais. |
O corte, que ocorreu na mesma altura em que se contestava os resultados eleitorais divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), afectou todos os sectores da sociedade, desde pequenos negócios até a comunicação básica.
Este bloqueio foi criticado por activistas e observadores nacionais e internacionais, que o consideram como uma ameaça ao direito à informação e uma tentativa de silenciar a voz pública.
O isolamento digital causou graves prejuízos económicos, particularmente para pequenos e médios empreendimentos que dependem de transações móveis e de redes sociais para operar e anunciar.
A interrupção da internet também afectou vendas e operações e pagamentos digitais e serviços de apoio ao cliente, o que prejudicou de alguma forma a economia nacional.
O MISA Moçambique denunciou o que chamou de “Bandwidth Throttling” (redução intencional de largura de banda) e confirmou que a internet foi deliberadamente restringida durante a tarde de 25 de Outubro.
Segundo a organização, essa medida configura uma violação da liberdade de expressão e informação, direitos constitucionais garantidos aos cidadãos.
O activista Adriano Nuvunga descreveu a suspensão como uma “grave violação dos direitos humanos”, indicando ainda que desligar a internet e impedir comunicações é uma afronta à liberdade de expressão.
Para Fátima Mimbire, outra voz crítica da sociedade moçambicana, destacou que a medida só aumenta o combustível nas manifestações planeadas, ao adicionar ao descontentamento já existente com a justiça eleitoral e à indignação pelas mortes violentas de Paulo Guambe e Elvino Dias.
Mimbire considerou que a censura digital promove o sentimento de exclusão social, que já é intenso entre a população moçambicana.

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