FRELIMO mostra-se disponível para dialogar com Venâncio Mondlane.
![]() |
| Frelimo admite a possibilidade de diálogo com Venâncio Mondlane |
O partido Frelimo manifesta “preocupação” com as manifestações promovidas por apoiantes do candidato presidencial, Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados eleitorais, admitindo a possibilidade de “diálogo”entre as partes.
Após uma reunião da comissão politica, a porta-voz da Frelimo, Ludmila Maguni, anunciou, nesta sexta-feira, que “o nosso candidato presidencial, declarado vencedor pela Comissão Nacional Eleitoral, Daniel Chapo, disse que está aberto para o diálogo, mas temos que tomar em consideração que ainda estamos no processo dos resultados. Estes resultados ainda vão ao Conselho Constitucional para obtermos o posicionamento final”.
“Isto faz parte do processo que estamos todos a seguir e à espera daquilo que será a informação final a ser dada pelo Conselho Constitucional”, acrescentou.
Maguni indicou que “neste momento, não posso precisar quando é que poderá acontecer o dialogo, mas acontecendo, penso que teremos todos nós a oportunidade de acompanhar”.
Entretanto, numa mensagem transmitida através da rede social Facebook, a partir de “parte incerta”, por questões de segurança, Venâncio Mondlane insistiu que não reconhece os resultados eleitorais anunciados pela CNE, que lhe atribuem pouco mais de 20% na eleição presidencial, e admitiu que está a receber mensagens de apelo ao diálogo.
“Dialogar é bom, nós estamos abertos a dialogar”, afirmou, acrescentando que “nós temos linhas vermelhas nesse diálogo. Uma das questões que nós queremos, a questão fundamental, é a reposição da vontade popular. Nós estamos a consentir todo o tipo de sacrifícios por causa do nosso povo, que está a sofrer”, disse.
Mondlane prometeu anunciar, nos próximos dias, a chamada “terceira etapa” da contestação ao processo eleitoral, que têm provocado confrontos entre manifestantes e polícia, sobretudo na cidade de Maputo, com pneus queimados, avenidas cortadas e disparos de gás lacrimogéneo.
Maguni precisou que “a comissão política estava a verificar a situação que o país está a viver, neste momento, estamos preocupados com a questão das manifestações em que temos estado a ver focos, em que temos verificado assaltos, a destruição de bens públicos e privados, e é uma situação que pensamos que preocupa todos os moçambicanos. Isto até tem feito com que as pessoas não encontrem sossego nas suas casas e se façam à rua”.

Comentários
Postar um comentário